terça-feira, 8 de julho de 2014

Quem não rir é um ovo podre!

Em baixo, estão umas imagens que nos mostram as pérolas que são algumas traduções de outras línguas para inglês. Cada um de nós, uma vez ou outra, já se apercebeu de alguma palavra ou frase mal traduzida, mas estas são hilariantes!


4.) These can be so tricky.
Ok! Ainda bem que avisam, assim não trago crianças para estas bandas!


7.) At least they know their buffet food is gross.
Constiparam-se! Pudera, estão no frigorífico. Quem é que não se constiparia? O pão é um ser como outro qualquer.

10.) NOOOOO! I thought that was just a conspiracy theory.
Só para confirmar. Não vá acharem que o funeral é uma espécie de festa de aniversário alternativa!

13.) No. No I won't.
Ali? Em frente a toda a gente?

16.) Ummm. Thanks?
Uma ajudinha, não custa nada! Devemos fazer aos outros aquilo que esperamos que nos façam...

20.) I'll have the "Ugh, whatever." please.
Nesta ementa, o número 2 é uma espécie de "Eu não vim aqui para escolher, vim para comer"

domingo, 6 de julho de 2014

O meu bebé


Clique

Cai em mim o ar que é húmido
Num sopro suave e quase nulo.
Surge um momento que é lúcido,
Dentro da alma que acumulo.

Por vezes, por engano, respiro
A morrer, por certo, me tenho
Dentro de mim, aquele suspiro
Já me exige um certo engenho.

A noite, que nesta hora me espreita,
Pacificamente e em guerra me deita. 


Ana Martins



Nota: Há anos que não escrevia um poema. Este saiu-me agora, como um um clique. 

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Who let the dogs out?

 
Quem me conhece sabe que sonho todos os dias. E hoje sonhei que estava no zoo e que fui atacada por um leão e por uma raposa (eu sei que é estranho estar uma raposa no zoo, mas foi assim que aconteceu). Sobrevivi, com feridas ligeiras, mas tive tanto tanto medo.
E isto fez-me lembrar do meu medo, do meu maior medo diário: os cães. Não é um medo irracional. Não desato aos berros sempre que vejo um caniche, nem atravesso a rua por causa do bicho. Mas que tenho medo, tenho. O coração começa a bater com mais força e rezo para que ele não venha atrás de mim para me morder.
Em criança fui mordida duas vezes. Deve-se a isso, com certeza. Mas a verdade é que morrem pessoas todos os anos devido a ataques de cães, portanto, não é assim tão descabido ter medo de um cão, que afinal, nos pode custar a vida.
E a verdade, por muito paradoxal que possa parecer, é que eu gosto de cães. Gostava até de ter um, comigo... Eu gosto muito de cães, mas tenho medo deles. É legítimo! E não entendo como é que as outras pessoas não têm! Sempre que vejo um cão, com ar de ser perigoso, sem trela, imagino-o a vir a correr em direção a mim e que será ali o meu fim neste mundo... isto acontece algumas vezes, não muitas felizmente! Mas hoje, ao sonhar com um leão que me atacou, percebi que quando olho para um cão, é como se visse um leão!

Já sei que, se forem bem educados, não representam tanto uma ameaça, mas é impossível passar por um cão na rua e saber se foi ou não bem-educado. Quem vê focinhos, não vê corações.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

Ai vida, a que obrigas!


Que me perdoem os homens que por aqui passam para me lerem - serão certamente uns quantos milhares - mas este post é inteiramente dedicado a um assunto feminino e chato para os homens.
Pelo menos é nisso que eu quero acreditar, porque o tema é depilação, e eu tenho o secreto desejo que um dia esta moda de os homens fazerem a depilação, nas pernas, passe de vez. Não há paciência, nem libido que aguente um homem de perna lisa!
Ora, vamos então ao que interessa, depilação, mais concretamente a laser... de há uns anos para cá tive sempre em mente aderir à tão falada depilação definitiva, mas gastar tanto dinheiro estava a fazer-me alguma espécie. Então, só agora, ou há uns meses atrás, depois de ter ouvido o testemunho de uma amiga, decidi começar com as sessões de laser, à seria. Digo isto, porque já havia experimentado umas quantas sessões de luz pulsada ou foto-depilação, já nem me lembro... mas foi como não ter feito nada. O laser é mais caro, mas tem muitos mais resultados, nem se compara e compensa. É a melhor coisa que eu alguma vez decidi fazer. Os resultados estão à vista a partir da primeira sessão, por isso aconselho vivamente a todas que vivem atormentadas pelos pêlos estúpidos e inúteis!
O único senão? Dói. Dói a um nível elevado, diz isto, alguém que tem uma grande tolerância à dor, que está mais do que habituada à depilação com cera e que já fez duas tatuagens!
Aconselho o laser Alexandrite, pelo que já li sobre o assunto, e só não aconselho aqui um estabelecimento em específico, porque a mim ninguém me paga para fazer publicidade!

Boas depilações!

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Portugal que descobriu

 
"Ó mar salgado, quanto do teu sal /São lágrimas de Portugal"

Eu tinha uns 13 anos quando li pela primeira vez estes versos, inseridos no poema de Fernando Pessoa. Sem saber, foi aí que começou a minha paixão por Pessoa. Quando a professora nos perguntou o que nós achávamos que aquilo significava, eu achei que a resposta era obvia e muito muito comovente.
Pensei nas pessoas que de facto perderam os seus filhos, maridos, irmãos, amigos, amados... e no quanto choraram. Pensei também no quão corajosos nós um dia fomos. Muito corajosos. Uma coragem que não consigo entender se era egoísta ou altruísta. Não sei o que lhes passava pela cabeça quando decidiram enfrentar águas nunca antes navegadas.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Pedras no caminho

 
Eu gosto muito da calçada portuguesa e sou veemente contra a sua retirada das ruas. Mas é de facto, e literalmente, uma pedra no sapato, para quem, como eu hoje, sai à rua com sapatos de salto alto agulha!

domingo, 22 de junho de 2014

Há quem odeie favas e há quem adore


Um dos desafios que a vida no dia-a-dia nos coloca é o relacionamento com os outros. Começa tudo por aí. Aceitar que somos todos muito diferentes, que temos opiniões diferentes, visões completamente paralelas e, por vezes, até conflituosas. Nós temos amigos, namorados, pais, colegas, conhecidos... e mesmo com aqueles que mais amamos, deparamo-nos com a dificuldade de aceitar que o outro não é como nós e nunca vamos concordar em certos aspectos.
Isto é muito difícil e exige uma aprendizagem constante. A vida serve para nos tornarmos mais tolerantes, mais compreensivos e compassivos. Pelo menos é esse o meu objectivo. Ser o mais compreensiva, comigo e com os outros, que conseguir.
Viver em Lisboa, e ter já passado por vários sítios, tem me ensinado a diferença do outro. Coisas que para mim são tão normais e básicas, tenho percebido que aqui, a gente de Lisboa, não sabe o que é. E não quero com isto defender nenhum lado, quero só constatar algo que para mim é curioso.As pessoas do norte e do sul são, de facto, diferentes.
Eu sou das que odeia favas.